Metodologia

Como a análise é montada

De onde vem cada número, o que o modelo faz com ele, o que não é consultado, e como o acerto é conferido depois do jogo.

Última atualização: 4 de setembro de 2026

1. Os dados

Os números vêm de uma API esportiva profissional, a API-Football. Não de busca na internet, não de memória do modelo, não de digitação manual.

Para cada partida, o pacote contém:

  • forma recente dos dois times — os últimos cinco resultados;
  • jogos disputados, vitórias, empates e derrotas na competição;
  • média de gols marcados e sofridos;
  • xG (gols esperados) dos jogos recentes de cada time — a medida de quanto as finalizações criadas valiam, independentemente de terem entrado;
  • confrontos diretos recentes entre os dois times.

O pacote inteiro fica guardado junto com a análise. Meses depois, é possível abrir uma análise antiga e conferir exatamente quais números a geraram.

2. O que NÃO é consultado

Esta lista importa tanto quanto a de cima, e é a parte que a maioria das plataformas não publica:

  • escalação e time provável;
  • lesões e suspensões;
  • clima e condição do gramado;
  • arbitragem;
  • notícias, entrevistas e clima de torcida;
  • odds de casas de apostas.

Nada disso entra no pacote, e a instrução dada ao modelo proíbe explicitamente citar qualquer um desses fatores. Se uma análise mencionasse desfalque, ela estaria inventando.

Isso é limitação, e assumida: uma escalação surpresa pode mudar completamente uma partida, e o RadarFC não vai saber disso.

3. A leitura

Um modelo de linguagem — Claude, da Anthropic — recebe o pacote e escreve a leitura. A instrução é escrita para fechar portas, não para abrir: usar apenas os números recebidos, não estimar, não completar com conhecimento prévio, e admitir quando o dado falta.

Quando os dados são escassos — poucos jogos na competição, xG ausente, sem histórico de confrontos — a análise diz isso e o grau de confiança cai. Admitir dado faltando é parte do produto.

4. A previsão e o grau de confiança

A previsão sai em um de quatro formatos, e só nesses quatro:

  • Quem vence — casa, empate ou fora.
  • Dupla chance — quando o cenário é claro mas o vencedor não.
  • Total de gols — acima ou abaixo de uma linha, sempre terminada em .5.
  • Ambos marcam — sim ou não.

O formato fechado não é detalhe: é o que permite conferir o resultado por código, sem ninguém julgando se acertou.

Confiança não é probabilidade de acerto. É o quanto as evidências disponíveis apontam na mesma direção. 70 quer dizer que os números convergem; 45 quer dizer que há contradição ou amostra curta. Uma previsão com 45 pode acertar, e uma com 80 pode errar — a barra mede a força do argumento, não o futuro.

5. A verificação antes de publicar

A publicação é automática. Não há uma pessoa lendo cada análise antes de ela ir ao ar — e dizer o contrário seria mentira.

O controle é feito por verificações automáticas:

  • a previsão precisa vir num dos quatro formatos acima. Se vier em qualquer outro, a análise é descartada, não publicada;
  • a análise precisa corresponder a uma partida real do pacote;
  • partida que já tem análise não gera outra;
  • análise com confiança abaixo de 55 fica retida como rascunho e não aparece para o assinante.

6. A conferência depois do jogo

Terminada a partida, o placar é buscado na mesma API esportiva e comparado com a previsão publicada — por código, sem opinião no meio.

As regras de acerto são estas, e não mudam caso a caso:

  • Quem vence: acerta se o resultado for exatamente o previsto.
  • Dupla chance: acerta se qualquer um dos dois cenários ocorrer.
  • Total de gols: soma dos gols dos dois times contra a linha.
  • Ambos marcam: os dois times precisam marcar ao menos um.

Só contam partidas encerradas — inclusive as decididas na prorrogação ou nos pênaltis. Jogo adiado, cancelado ou interrompido não entra.

Quando não dá para decidir, o resultado fica em aberto, nunca como erro. Isso acontece, por exemplo, quando a soma dos gols cai exatamente numa linha inteira. O placar é registrado e o julgamento não acontece — contar como erro puniria uma previsão que não errou.

7. O histórico

Cada análise encerrada entra no histórico com a previsão original, o placar real e o veredito. Acertos e erros aparecem juntos, e o histórico não pode ser filtrado só pelos acertos.

O painel administrativo ainda permite corrigir ou remover uma análise, e ainda não existe uma trilha de auditoria que registre essas alterações. Enquanto isso não existir, esta página não vai afirmar que o histórico é imutável — apenas que ele mostra o que aconteceu, incluindo os erros.

8. Cobertura

As competições cobertas dependem do plano. O catálogo atual:

Básico

Brasileirão Série A · Premier League · La Liga · Serie A (Itália)

Intermediário — e tudo do Básico

Copa do Brasil · Bundesliga · Ligue 1 · Primeira Liga (Portugal) · Eredivisie

Premium — todos os campeonatos

Champions League · Liga Europa · Brasileirão Série B · Campeonato Paulista · Campeonato Carioca · Campeonato Mineiro · Campeonato Gaúcho, além de tudo dos planos anteriores.

Uma competição só aparece quando está em disputa. Fora de temporada, não há partidas para analisar.

9. O que isto não é

O RadarFC não é serviço de apostas. Não vende bilhete, não indica quanto arriscar, não promete retorno e não tem qualquer vínculo com casa de apostas.

Ninguém sabe o resultado de uma partida antes dela acontecer — nem o modelo, nem quem o construiu. O que existe aqui é leitura de dados: o que a estatística sugere, com que força, e o registro do que já foi dito antes, incluindo quando deu errado.